por Assessoria de Imprensa – 8° Fórum

“O jornalista não é juiz, nem promotor, nem delegado nem policial. Ele é, sim, uma testemunha do seu tempo”. Com esse conceito o jornalista e escritor Zuenir Ventura deu o seu recado, na conferência de abertura do 8o Forum Nacional de Professores de Jornalismo, que acontece no Hotel Meliá, em Maceió, de 21 a 23 de abril.

Com 50 anos de experiência, e em pleno exercício da profissão, Zuenir se diz jornalista 24 horas por dia, e recomenda como ingrediente fundamental do bom profissional, o exercício da humildade, “não como virtude cristã, mas como sabedoria”. Ele reconhece que o poder da informação desperta, em muitos, a arrogância, maléfica ao ofício, e que é preciso rebater essa disposição, para exercer bem a tarefa de acompanhar e noticiar os fatos com responsabilidade e ética.

Na sua avaliação o jornalismo tem, necessariamente, a responsabilidade social entranhada no ofício e uma dimensão ética da qual não se pode desprender. Ele alertou para o fato de que a overdose de informação que marca o momento atual está criando um novo tipo de censura, caracterizada pela quantidade, que gera a necessidade selecionar e descartar informações.

“Precisamos estar sempre atentos, fazendo uma reflexão crítica da nossa tarefa”, destacou, acrescentando que o jornalismo saiu da fase da paixão para a profissionalização, mas continua sendo uma atividade muito aviltada, onde os direitos dos profissionais esbarram nos direitos ditados pelo mercado.

Zuenir Ventura diz que, assim como o jornalismo, a atividade de escritor aconteceu por acaso em sua vida. Antes de embarcar para Maceió, na quinta-feira, ele entregou à editora os últimos retorques de seu mais novo livro “Minhas Histórias dos Outros”, que será lançado em breve, contando um pouco de sua vivência em 50 anos de carreira.

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