Saiba como foi o 25º ENEJor

25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor) finalizado na última sexta (24) pode ser considerado o maior já realizado na história da ABEJ. Foram submetidos 119 trabalhos e registradas mais de 200 inscritos no evento. Um total de 43 instituições foram representadas no 21º Ciclo Nacional de Pesquisas em Ensino e Extensão em Jornalismo.

De acordo com Dione Moura, coordenadora local do evento e diretora da ABEJ, “o evento foi muito exitoso em vários aspectos”. Ela lista o empenho das equipes na realização do encontro, a temática voltada ao ensino de jornalismo no enfrentamento à crise climática, com “posicionamento ético e proativo sobre a temática que precisa ser uma pauta prioritário”. Moura também destacou o empenho dos monitores e monitoras que trabalharam no evento e a cobertura de estudantes e parceiros do evento, incluindo a imprensa local.

Marluce Zacariotti, que encerrou o ciclo de dois mandatos à frente da ABEJ, se disse muito satisfeita com os resultados. “Agradecemos todo o carinho e cuidado que foi dado a este 25º ENEJor pela equipe de professores e estudantes que se empenhou para que tudo fosse realizado da melhor maneira”, avalia. Ela também ressalta a importância da ABEJ na defesa do ensino de qualidade em jornalismo, expresso pela Carta de Brasília, que resume as preocupações dos professores, conforme debatido no 16º Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos.

Conferência de abertura com Isabel Schmidt (dir.) e mediação de Dione Moura (esq.) | Foto: Belaisa Luduvichack (UnB)

Foram realizadas 4 mesas de debate e 1 conferência ligadas ao tema do evento (O ensino de jornalismo e a crise climática). No 16º Pré-Fórum da Fenaj Antônio Paulo Santos, secretário de Relações Institucionais da FENAJ e Marcos Urupá, coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, problematizaram sobre o projeto de lei que cria o profissional multimídia. Já a conferência de abertura, realizada na manhã do dia 22, foi proferida por Isabel Schmidt, do Instituto de Biologia da UnB e Rede Biota Cerrado.

A mesa 1, realizada no dia 23 debateu a prática profissional na pauta ambiental e o ensino de jornalismo. Participaram como expositoras Patrícia Blanco (Instituto Palavra Aberta), Eloísa Beling Loose (UFRGS) e Isaltina de Mello Gomes (UFPE). Na mesa 2, no dia 24, sob o tema “Povos originários, Etnojornalismo, Radiojornalismo: como podemos somar no ensino de jornalismo perante a crise climática?”, Maria Amazonir Araújo da Cruz (UnB) e Helena Corezomaé (jornalista e mestre em Antropologia pela UFMT) foram as participantes. Por fim, na mesa 3, também no dia 24, Ana Raquel Macedo (Rádio Câmara), Mara Régia (Viva Maria/Rádio Nacional/EBC) e Allan Rodrigues (UFAM/ABEJ) abordaram “Desafios do ensino de jornalismo para a prática profissional perante a crise climática e ambiental: lições aprendidas”.

Nova gestão eleita

Durante o evento também foi eleita a nova gestão da ABEJ, presidida por Allan Rodrigues (UFAM) para o biênio 2026-2028. O grupo que concorreu como chapa única conta com dirigentes que estavam em gestões anteriores aliado a novos nomes.

Prêmio ABEJ. TCCs e menções

Entrega do prêmio Cremilda Medina de TCC. | Foto: ABEJ

Cremilda Medina foi eleita pela maioria dos votos dos associados como destaque no ensino de jornalismo 2026. A professora aposentada da USP não pôde participar presencialmente do evento, mas entrou por videoconferência durante a transmissão na noite de premiações. “Estou muito honrada com este prêmio”, disse.

Cremilda Medina também foi homenageado com o nome do novo prêmio da ABEJ voltado para TCCs de graduação em jornalismo. Na categoria monografia, Maria Beatriz Comunello Nogueira (UniCentro) foi a vencedora com o trabalho “Credibilidade tem gênero? – Uma análise do acionamento de fontes e analistas nos programas de Natuza Nery, Andréia Sadi e Julia Duailibi”, orientado por Ariane Carla Pereira. Na categoria produto, venceu Lorenzzo Henrique de Paula Gusso (UFPR), com “Tarifa zero – do impossível ao invevitável”, orientado por Marcelo Garson Braule Pinto.

Já nas apresentações de trabalhos, foram concedidas 12 menções honrosas, com indicação de publicação na REBEJ. Nesta edição foram concedidas menções aos melhores relatos de experiência e comunicações científicas em cada grupo. Segue relação:

GP Atividade de Extensão
Comunicação científica: “Terra-e-Território, Jornalismo e Bioeconomia Simbólica Popular – o dia e lugar, nos Cerrados | Ludmila Pereira de Almeida; Nilton José dos Reis (UFG)
Relato de experiência: Conexão Responsa: Pesquisa sobre o Comportamento de Adolescentes nas Redes Sociais e Disseminação de informações falsaa | Paulo Henrique Soares de Almeida e Ana Carolina Kalume Maranhão (UnB)

GP Ensino de Ética e Teorias do Jornalismo
Relato de experiência: “Eles precisam participar”: um cronograma vivo para a disciplina de Teoria da Comunicação II, no curso de Jornalismo da UFRJ | Carolina Cassoli (UFRJ)
Comunicação científica: O jornalismo literário como prática ética: holocausto brasileiro | Felipe Bezerra da Silva (UFPB)

GP Projetos Pedagógicos e Metodologias de Ensino
Relato de experiência: Interculturalidade indígena no curso de Jornalismo da UNEMAT: do ensino à extensão universitária | Antonia Alves Pereira (UNEMAT); Lawrenberg Advincula Silva (UNEMAT); Rosana Alves de Oliveira (UNEMAT)
Comunicação científica: Entre o “básico” e o “específico”: análise das grades curriculares do curso de Jornalismo da ECA-USP entre 1973 e 1984 | João Pedro Malar (USP); Bruno Militão (USP) na categoria Comunicação Científica.

GP Produtos Laboratoriais: Impressos e Eletrônicos
Relato de Experiência: Falo porque existo – vozes negras para além da dor | Vitor Rodrigues de Sousa (UFT) e Valquíria Guimarães (UFT)
Comunicação Científica: Jornalismo multimídia: onde a aprendizagem baseada em projetos encontra os gaps de formação | Soraya Venegas Ferreira (Estácio)

GP Produção Científica
Relato de experiência: O trabalho jornalístico nas TVs legislativas estaduais em tempos de extrema direita: contribuições da triangulação metodológica | Bruna Mastrella (UnB) e Liziane Guazina (UnB)
Comunicação científica: A população negra em pauta: análise da participação da sociedade civil em matérias da Agência Brasil | Kariane Costa Silva (EBC/UnB), Eloisa Galdino (EBC/UnB), Paula Bittar (UnB) e Elton Bruno Pinheiro (UnB)

GT Pesquisa na Graduação
Relato de experiência: Mineração e curadoria de dados sobre queimadas no cerrado: um relato de experiência no projeto fogo na fake | Arthur Santos (UnB/Rede Biota), orientadores: Márcio Santos e Lauro Moraes (UNB/Rede Biota)
Comunicação científica: De quem é a voz do Brasil? Um olhar sobre o papel das comunicadoras negras nas produções midiáticas a partir do mapa da mídia negra brasileira (MMNB) | Julia Chaves (UNB), orientadora: Dione Moura (UnB)

Lançamentos, exposição e oficinas

Exposição dos 65 anos do Correio Braziliense. | Foto: Lorena Durans (UnB)

A noite de lançamento de livros (23) contou com 13 lançamentos de diferentes autores e instituições. As obras contemplaram temas relacionados ao ensino, pesquisa ou extensão. Durante a atividade também foi aberta a exposição “Correio Braziliense em 65 anos de Jornalismo”, com capas históricas da edição impressa do jornal. Durante o evento também foram realizadas 5 oficinas presenciais relacionadas a telejornalismo, assessoria de imprensa, cianotipia e inovações.

ENEJor 2027

A próxima edição do ENEJor já tem sede. A Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) será a responsável pela organização do evento. O professor Rodrigo Ratier,  organizador local e ex-diretor e atual conselheiro da ABEJ, fez a proposição que foi aprovada por unanimidade em assembleia. A escolha da sede segue um rodízio de regiões. A última vez que o evento foi realizado no sudeste foi em 2021, no formato online, devido à pandemia.

* Foto principal: Belaisa Luduvichack (UnB)

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