Allan Rodrigues é o novo presidente da ABEJ

A chapa “JUNTOS SOMOS + ABEJ”, presidida por Allan Soljenítsin Barreto Rodrigues, foi eleita para o biênio 2026-2028. A eleição foi realizada no dia 22 de abril de 2026 e o resultado foi homologado pela comissão eleitoral em assembleia da ABEJ no dia 24 de abril, durante o 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor), realizado na Universidade de Brasília. O grupo conta com dirigentes de outras gestões e novos nomes. Clique aqui para conferir a relação completa.

Allan Rodrigues é professor de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É graduado em Jornalismo e mestre e doutor em Sociedade e Cultura na Amazônia, sendo também professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia da UFAM. Em entrevista, ele destaca a defesa da formação superior, o enfrentamento à desinformação e o fortalecimento institucional da entidade.

Professor Allan Rodrigues, qual é o significado dessa eleição para o senhor e para a nova diretoria?

Recebo essa eleição com um profundo senso de responsabilidade. Mais do que uma conquista individual, trata-se de uma construção coletiva, que reúne diferentes regiões, instituições e trajetórias. A chapa “Juntos Somos + ABEJ” simboliza exatamente isso: a compreensão de que os desafios do ensino de jornalismo só podem ser enfrentados com diálogo, articulação e ação conjunta.

Quais são os principais desafios que o ensino de jornalismo enfrenta atualmente?

Vivemos um momento particularmente complexo. As transformações tecnológicas, impulsionadas pelas plataformas digitais e pela inteligência artificial, estão alterando profundamente a forma como a informação é produzida e consumida. Ao mesmo tempo, enfrentamos a intensificação da desinformação e a fragmentação das audiências. Isso exige que o ensino de jornalismo vá além da técnica, formando profissionais críticos, com compromisso ético e capacidade de compreender a complexidade do ambiente informacional.

Diante desse cenário, quais são as prioridades da ABEJ para o próximo mandato?

Nossa gestão está estruturada em algumas diretrizes centrais. A primeira delas é o fortalecimento da governança da ABEJ, com mais transparência, planejamento e sistematização das ações. Em seguida, queremos ampliar a participação dos associados, tornando a entidade mais integrada e representativa, com forte atuação das diretorias regionais. Outro ponto fundamental é a articulação institucional com entidades científicas, profissionais e órgãos governamentais, ampliando nossa capacidade de incidência política.

A desinformação foi citada como um problema central. Como a ABEJ pretende atuar nesse campo?

A desinformação é um dos maiores desafios do nosso tempo. A ABEJ tem um papel estratégico nesse enfrentamento, especialmente por meio da formação. Precisamos preparar jornalistas capazes de lidar com esse fenômeno de forma crítica e responsável. Isso passa pela atualização curricular, pela valorização do rigor científico e pelo fortalecimento do compromisso público do jornalismo.

A defesa da formação superior em jornalismo continua sendo uma pauta central?

Sem dúvida. A defesa da formação superior em jornalismo é histórica na ABEJ e permanece central. Não se trata de uma questão corporativa, mas de garantir qualidade na informação e responsabilidade social. O jornalismo exige formação sólida, baseada em princípios éticos, técnicos e científicos.

Que ações estão previstas para fortalecer a própria ABEJ enquanto instituição?

Queremos ampliar a visibilidade da ABEJ, fortalecer nossa comunicação e expandir a base de associados. Também vamos investir na valorização de iniciativas como a Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo. Uma entidade forte é aquela que é representativa, ativa e presente nos espaços de decisão.

Qual será o papel da participação dos associados nessa gestão?

Allan Rodrigues: Fundamental. Essa gestão não será construída apenas pela diretoria. Queremos uma ABEJ participativa, aberta ao diálogo, que ouça seus associados e construa soluções coletivamente. A força da associação está justamente na sua capacidade de mobilização e articulação.

Para encerrar, qual mensagem o senhor deixa para os docentes e pesquisadores da área?

Fortalecer o ensino de jornalismo é fortalecer a democracia, a ciência e o direito à informação de qualidade. Sabemos que os desafios são grandes, mas também sabemos da capacidade da nossa comunidade acadêmica. Seguiremos juntos, com união, compromisso e ação, na construção de uma ABEJ ainda mais forte.

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